quinta-feira, 16 de junho de 2011
A Arte de Ser Gaúcho
Saudades da minha terra, do meu Rio Grande do Sul, de falar bergamota, guri (menino), bah, tchê (junta tudo e fica: mãs bah tchê), comer negrinho (brigadeiro), de cantar as músicas de Kleiton e Kledir, de comemorar o 20 de setembro, de ver o Grêmio ganhar, de passear no parque da Redenção ... eita saudade!!!
Bergamota, por exemplo ... O que é bergamota, caros blogueiros de outras querências (cidade, lugar)? Tem a ver com motos? Sim, se um saco de bergamotas for transportado por uma moto :P . Bergamota nada mais é do que mexerica ou tangerina. Na minha terra não se pede mexerica, nem tangerina, se pede bergamota. Me arrisco a dizer que se alguma madame pedir 1 quilo de mexerica a um feirante gaúcho, o tal vai dizer que não tem, mesmo se ele estiver mastigando alguns gomos da saborosa fruta.
Há termos que são tão forçados no vocabulário gaúcho que nem mesmo nós, gaúchos, sabemos o que significa. Pelo menos falo por mim. Por exemplo, eu não sabia que existiam mulheres carboteiras. Eu sabia que charlar é muito bom, mas não sabia que charlar com um chambão é até perigoso.
Carboteira(o) significa "alguém difícil, que não dá bola". Charlar significa conversar, e chambão significa "otário".
Mas o que mais dá ibope nas piadinhas sobre gaúchos é a forma como pedimos pão na padaria (até porque pedir pão no açougue é coisa de chambão). O fato de pedirmos cacetinho é motivo de muitas malícias pelo Brasil afora.
Eu, particularmente, acho muito melhor pedir cacetinho ao invés de pão francês.
- Bom dia senhor padeiro, me dá 3 franceses bem quentinhos, por favor.
Eheheheh!!!
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